O Evangelho da Graça e minha conduta aprovada


Neste tempo, ensinando sobre o Evangelho da Graça, uma doutrina sem fermento, pude ler muitos conteúdos para saber o que estava no arraial gospel. Um desses editoriais, que condena o religioso e absolve os prostitutos, foi um deles. É como se tudo que vivêssemos, nosso “esforço” para nos dedicar à uma vida de santidade, nossa busca pela vida de Deus no nosso caráter e nossa conduta de aprovação social fossem para o ralo. Um desses “autores” disse “que a fila dos pecadores não confessos que Jesus é o Senhor, e a multidão dos menos favorecidos, iriam herdar o Céu no lugar daqueles que mantiveram um bom caráter, e que a nossa falsa conduta de esforço desnecessário (grifos dele), não nos levaria ao Céu”, e que seríamos punidos, por “julgar” pecadores e os menos improváveis herdariam a eternidade.


Na visão dele, assim interpreto, a GRAÇA serviu para quem não serve e não serve para quem serviu. Interpreto: Fidelidade não vale para esse autor. Minha lealdade a Deus, à família e à sociedade, na visão de alguns, é desnecessária. Uma verdadeira confusão e inversão de valores. Literalmente, uma ESQUERDOPATIA partidária enrustida de EVANGELIQUÊS. Qual o objetivo? Dar vazão à obra da carne e mortificar o Fruto do Espírito. A “graça” que serve para tudo e todos, e condena todos que desejam andar em santidade e plenitude de compromisso com Deus.


Tenho mais de 40 anos vivendo no Evangelho da Graça de Cristo, vendo o favor e a misericórdia do Senhor diários na minha vida. Sou salvo, e não usarei do benefício da “super graça” para colocar Jesus no Calvário todas as vezes que reincido nos meus pecados que ofendem o Espírito. “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.” (Hebreus 6:4-8). Forte né?! Era assim a vida dos cristãos. Estavam errados?


Esse texto que vou citar, de Paulo aos Gálatas, é um alerta para que outro evangelho não nos seduza nem a obra da carne nos domine. Não conheço ninguém que não precise da GRAÇA e da misericórdia do Senhor. E todos estão solenemente convocados a viver a vida no Espírito. Alguém discorda?


“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais as coisas que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: Adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais de antemão vos declaro, como também já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.” (Gálatas 5:16-26).


ENSINO LIMPO PARA AJUSTE DE CARÁTER.


Bem, o que eu posso avaliar na minha rasura teológica? Esse desejo compulsivo para tentar justificar a obra da carne, avolumando pecados no meio da congregação dos salvos, o incentivo à má conduta e a uma identidade de ser “verdadeiro” – que em muitos casos revela mais carnalidade do que domínio próprio – tem sido a tônica desses discursos da hiper graça. Geralmente, em maioria, os discursistas dessa “doutrina” criticam, condenam e zombam os que possuem um discurso “triunfalista”. O que eu penso: Que o triunfalismo, sem reconhecimento do favor de Deus, também é carnalidade e exagero de alguns. Concordo que Deus não precisa da minha santidade para se aproximar de mim, mas eu preciso da santidade para me aproximar de Deus. Contudo, a Bíblia diz: “... sem santidade NINGUÉM verá a Deus.” (Hebreus 12:14).


Isso é fato! Não advogo que somos perfeitos, e estamos a quilômetros de distância e muito longe disso, mas também admito que a doutrina nos limpa e o poder da Palavra nos purifica. Jesus ensinou com precisão essa doutrina em Mateus 5:8, quando falou: _“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.” Então, quando eu vejo essa determinação do caminhar com esse coração, contraria qualquer conduta de conservação de impureza. E reafirmo que a PALAVRA nos purifica, não que estamos completos, mas o calvário fez essa obra e estamos em processo, até o dia de Cristo Jesus; todos com muita seriedade, sem vulgaridade. A proposta de Jesus é estarmos limpos. _“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.” (João 15:1-3).


Você poderá até me julgar um legalista, um religioso, porém, você sabe que qualquer pessoa que nasceu de novo, tem o desejo de agradar Àquele que o chamou para essa salvação, Cristo Jesus. Vamos passar por batalhas diárias, por guerras conflitantes, mas sairemos vitoriosos e o Senhor da GRAÇA, por certo nos honrará.


Renê Terra Nova

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