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UMA IGREJA NO MOVER DO ESPÍRITO SANTO - Parte 42


“... Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Zacarias 4:6b)


Quando Abraão ficou três dias no caminho ruminando as palavras do Senhor, com certeza, instalou-se uma guerra na sua mente em uma dimensão que não poderia ser medida, porém ele estava sendo guiado pelo Espírito de Deus. A batalha na mente é a mais ferrenha, pois somos tendenciosos a criar histórias e elaborar cenas que não são reais.


Contudo, no histórico de Abraão, o que era mais real do que a voz do Senhor ressonando dentro dele: “SACRIFICA SEU FILHO A QUEM VOCÊ MAIS AMA, ISAQUE”? Quem poderá conviver com uma guerra tão intensa? Bem, cada um tem sua realidade e chamada, por isso, não podemos querer comparar nossa batalha com a de Abraão; a dele foi tão EXCLUSIVA que entrou na história. Nossas batalhas são grandes e não devemos subestimar, porque quando se infiltram na mente só o Espírito de Deus para dirimir, reconceituar quem somos, e ressignificar nossa identidade. “Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.” (Gênesis 22:4,5)


Esses três dias de batalha na mente de Abraão foram suficientes para gerar nele o que Deus queria: O coração de Abraão e não a vida de Isaque. Era um teste e Abraão foi resiliente, decidido, corajoso, obediente e possuído de fé; um patriarca aprovado. Quando ele viu a montanha, viu Jerusalém e entendeu que daquele lugar viria a maior vitória da humanidade, daquele lugar sairia o Messias que transformaria a terra. Abraão viu isso no espírito, segundo o que Jesus afirma:


“Disseram-lhe, pois, os judeus: Agora conhecemos que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte. És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E, também, os profetas morreram. Quem te fazes tu ser? Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus. E vós não o conheceis, mas eu conheço-o. E, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou.” (João 8:52-59)


Isaque era uma tipologia de Jesus para que entendêssemos a dor de um pai na entrega de um filho, e a certeza de que o projeto daria certo. A redenção foi um plano pensado na eternidade e apontado no Éden, quando o Senhor vestiu Adão e Eva com pele de cordeiro. Quando Abraão leva Isaque até o lugar do sacrifico e o Senhor lhe dá o livramento é tão intrigante que aos olhos humanos é loucura. Porém, na falta dessa experiência não teríamos as referências de apoio histórico.


O Espírito de Deus os conduziu de forma majestosa até o monte Moriá, assim como o Espírito Santo conduziu Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo. Abraão ficou três dias com Isaque sepultado no coração, porque ele já havia feito o sacrifício desde a hora que saiu de casa. E em Moriá o Senhor dá o livramento, assim como Jesus, depois de três dias sepultado, o Senhor o chama de volta.


“E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Romanos 8:10-13)


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