©2020 by Renê Terra Nova

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Amazonas - Brasil

Servos e escravos, sem perder o fervor no ato de servir



“Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.” (Romanos 12:11)


A palavra escravo no grego é Σκλάβος – Eklábos – servir com toda a força, se dedicar sem murmurar, fazer os serviços do rei sem questionar a sua autoridade. Nós temos uma responsabilidade nesta geração: Manter o fervor, o fogo de Deus em nós para testemunharmos aos novos na fé que estão chegando. Somos Σκλάβος e vamos manter o FOGO DE DEUS ACESO, pois os SERVOS, levitas e sacerdotes precisavam deixar o Altar com lenha e fogo 24 horas para que a glória não se ausentasse.


“O fogo que está sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.” (Levítico 6:12,13)


Quando Paulo nos exorta a servirmos na Casa de Deus, e a não arrefecermos na fé, ele está nos ministrando coragem para avançarmos no propósito e não deixarmos a vida de Deus sem expressão na geografia onde vivemos. O serviço ao Reino é um dever de todos que nasceram de novo. “Não sejais indolentes nos vossos afazeres. Sede fervorosos de espírito. Trabalhai como escravos para Yawéh.” (Romanos 12:11). A voluntariedade de servir e de se fazer escravo é para que Deus possa ter a liberdade de nos convocar em qualquer momento e não haver negativas nos nossos lábios.


A visão de ‘ser escravo’ – um voluntário – aquele que fura suas orelhas, como era no passado (Êxodo 21-1:6) para servir ao Mestre, como um sinal de gratidão eterna para não sair da casa do seu senhor, nada tem a ver com esse modismo descomprometido de aliança com Deus que alguns fazem. Davi tem essa visão, embora seja um antropomorfismo para relatar sua gratidão ao Senhor por servir na Sua Casa. Ele disse: “Sacrifício e oferta não quiseste; as minhas orelhas furaste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.” (Salmo 40:6). Essa é a voluntariedade para servir a Cristo, mostrando que os ouvidos estão consagrados para ouvirem somente os comandos do seu Senhor e instalar o fervor da fé em operação, deixando o Altar queimando para seu Mestre.


Muitos não têm mais esse fogo queimando; a vontade de se render ao Senhor está muito longe da realidade. Muitos estão cansados em meio ao caminho, sem saber como ser reconduzidos a pastos verdejantes. Está faltando ‘furar as orelhas – consagrar os ouvidos a Deus. Mas as coisas estão mudando para alguns... É salutar saber que uma geração se faz ESCRAVA, ou seja, SERVA, sem restrição para que o Seu SENHOR possa convocá-la e seus talentos serem apresentados a Ele com toda devoção da alma.


“Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo escravo é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens. Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado.” (I Coríntios 7:22-24)


Fico extasiado com a humildade do Apóstolo Pedro, quando ele escreve à Igreja de Jesus se identificando como ESCRAVO, servo do Senhor, e aquece seu chamado para servir a igreja. “Simão Pedro, escravo e apóstolo de Jesus Cristo, aos irmãos que, mediante a justiça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, receberam conosco uma fé igualmente valiosa.” (II Pedro 1:1). É um modelo de SERVO que sabe que, por mais que as intempéries e decepções cheguem, existe um Senhor sobre ele, a quem deve sua vida e história, e se voluntaria para que a grandeza dEle ofusque toda e qualquer vaidade.


Que sejamos moldados à Sua glória e dentro da Sua expectativa possamos corresponder aos anseios do coração do Rei. Quanto a mim digo: Eis-me aqui! E você?


Renê Terra Nova

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